Brasil será base de exportação da Hyundai para a América Latina Grupo coreano anuncia hoje investimento inicial de US$ 600 milhões em fábrica em Piracicaba
A coreana Hyundai Motor Company assina hoje, em São Paulo, protocolo de intenções para a construção de uma fábrica em Piracicaba. Inicialmente o grupo, sexto maior fabricante de veículos do mundo, vai investir US$ 600 milhões para produzir 100 mil carros por ano, mas o projeto é bem mais ambicioso.
Dois anos após o início das operações, previsto para 2011, a empresa pretende montar uma unidade de motores e uma de transmissões para, mais adiante, triplicar a produção. O projeto completo está orçado em US$ 1,6 bilhão (quase R$ 3 bilhões).
O dinheiro virá de recursos próprios e de financiamentos que a montadora pretende buscar, em princípio, nas agências externas. “Será nossa entrada na América Latina, inicialmente para abastecer o mercado brasileiro, mas depois vamos exportar para outros países da região”, disse ontem ao Estado o vice-presidente da Hyundai Motor, In Seo Kim.
Além do investimento direto, um grupo de 20 fornecedores de autopeças coreanas estuda instalar unidades locais, o que resultaria em aportes extras de US$ 250 milhões a US$ 400 milhões. Cinco empresas já confirmaram unidades produtivas para fornecer painéis, peças de estamparia, ar-condicionado, pára-choques e bancos.
O protocolo será assinado hoje à tarde no Palácio dos Bandeirantes, com a presença do governador José Serra e do presidente de negócios internacionais, vendas domésticas e planejamento da Hyundai, Jae-Kook Choi. Em novembro, na cerimônia de instalação da pedra fundamental, devem participar o presidente da Coréia do Sul Lee Myung-Bak, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente mundial do grupo Hyundai, Chung Mong-Koo.
O modelo a ser fabricado em Piracicaba é um compacto qwue está sendo desenvolvido na Coréia especialmente para o mercado latino-americano. Kim só adiantou que haverá versões hatchaback e sedã do modelo, que terá motores 1.0 e 1.6 flex. Hoje, custariam a partir de R$ 25 mil. Para a produção de 100 mil veículos ao ano serão contratados 1,5 mil funcionários.
O Brasil será o sétimo país a abrigar uma fábrica do grupo, que tem unidades, além da Coréia, nos EUA, China, Índia, Turquia, República Checa e Rússia. “Em 2012, queremos atingir produção de 6 milhões de veículos ao ano, sendo 3 milhões na Coréia e 3 milhões nos demais países”, disse Kim.
Antes de escolher Piracicaba, os executivos da hyundai visitaram 35 locais em seis Estados (Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Rio e Bahia, além de São Paulo). “Recebemos várias ofertas de incentivos, mas São Paulo venceu principalmente por causa da infra-estrutura e do parque de fornecedores de pacas”, afirmou Kim.
Planos - Kim, vice-presidente da Hyundai disse que os investimentos podemo chegar a US$ 1,6 bi, para produzir 300 mil carros ao ano
Terreno
As obras de construção da fábrica começarão em julho de 2009. O terreno de 130 hectares, que hoje abriga uma plantação de cana, será doado pela Prefeitura, que vai adquiri-lo de particulares. O município também garantiu incentivos fiscais previstos na lei local.
Kim explicou que todas fábricas construídas pela Hyundai, com exceção da unidade da Turquia, têm capacidade para 300 mil veículos ao ano, volume que a companhia considera ideal para uma indústria automobilística ser eficiente.
Ele contou que, inicialmente, a idéia era começar com 150 mil unidades ao ano, das quais 100 mil para o mercado interno e o restante para exportação. “Depois resolvemos adiar o projeto de exportação em pelo menos dois anos para que, até lá, alcancemos 60% de índice de nacionalização, o que nos permitirá vender os carros no Mercosul”.
Inicialmente, entre 50% a 60% das peças serão importadas. Em cinco anos, a montadora pretende atingir 90% de índice de nacionalização.
O grupo CAOA, do empresário brasileiro Carlos Alberto de Oliveira Andrade, que já tem uma fábrica com a marca Hyundai em Anápolis (GO), seguirá com seus projetos de montagem do mini-caminhão HR e, no próximo ano, do utilitário Tucson.
“O grupo seguirá também como importador oficial da marca e sua rede de distribuidores poderá vender nossos carros, assim como a nossa rede venderá os dele”, disse o vice-presidente da Hyundai. Kim disse que a criação de uma rede própria de concessionários ainda está em negociação.
A Hyundai deve produzir este ano mais de 4 milhões de veículos no mundo e, junto com a coligada Kia, emprega 120 mil pessoas.
‘Não temos responsabilidade sobre essa dívida’ O anúncio da construção da fábrica da Hyundai ocorre sem que a Procuradoria-Geral da Fazenda tenha resolvido o problema de uma dívida deixada nos anos 90 pela Asia Motors do Brasil, empresa que, à época, tinha como acionista principal a Asia Motors da Coréia, que depois foi adquirida pela Kia Motors Corporation e, mais tarde pela Hyundai. A dívida beira R$ 1,6 bilhão.
“Só decidimos fazer o investimento depois de nos certificarmos de que a Hyundai não tem nenhuma responsabilidade sobre essa dívida”, disse In Seo Kim, vice-presidente da montadora.
“A Kia é uma empresa-irmã, mas não somos a mesma empresa.” Segundo ele, o assunto está nas mãos da Justiça brasileira. “Nossa companhia levou em consideração que o governo brasileir, a Justiça e o Legislativo são sérios e vão resolver o problema da melhor forma, mas temos certeza de nossa isenção. “ A Hyundai é assessorada pelo escritório Tozzini Freire, que acompanha o processo de instalação da fábrica.
A multa teve origem quando a Asia Motors do Brasil – que tinha 51% das ações nas mão da Asia da Coréia e 49% com dois sócios brasileiros e um coreano – inscreveu-se no Regime Automotivo e prometeu construir uma fábrica na Bahia. Com isso, importou mais de 70 mil carros com abatimento de impostos. Mas o projeto fracassou. A Asia foi incorporada à Kia, adquirida pela Hyundai em 1998. Hoje, o sócio coreano da Asia, Chong Jin Jeon, está preso na Polícia Federal, aguardando extradição pedida pelo governo da Coréia, que o acusa de ter praticado fraude. Ele alega inocência e pede para ficar no Brasil, onde tem esposa e 3 filhas.
Hyundai terá fábrica no País, apesar da disputa de US$ 1 bi com o governo Montadora desconsidera pendência e planeja fábrica, também de US$ 1 bi, em Piracicaba, no interior de São Paulo
Cleide Silva
A montadora coreana Hyundai prepara sua chegada a São Paulo com apoio do governo do Estado, que negocia a instalação de uma fábrica de carros populares em Piracicaba. As negociações ocorrem sem que a empresa tenha encontrado solução para uma dívida bilionária com o governo federal deixada pela sua ex-subsidiária Asia Motors nos anos 90. Corrigido, o calote é de cerca de R$ 1,6 bilhão (US$ 1bilhão) e teve origem quando a Asia Motors do Brasil -, empresa que tinha 51% do capital nas mãos da Asia Motors da Coréia e 49% com um sócio brasileiro e um coreano -, inscreveu-se no Regime Automotivo e prometeu construir uma fábrica na Bahia. Com isso, importou mais de 70 mil carros com abatimento de impostos, mas o projeto não saiu do papel. A Asia foi incorporada à Kia Motors coreana, adquirida pela Hyundai em 1998. As duas companhias alegam que não tinham responsabilidade sobre as atividades da Asia Motors do Brasil e não assumem a dívida. Há vários anos os envolvidos travam disputas na Justiça. O secretário adjunto de Desenvolvimento, Luciano de Almeida, confirmou ontem, por meio de sua assessoria, que o Estado quer atrair a nova montadora, que promete um investimento de cerca de US$ 1 bilhão, segundo declarações recentes do presidente mundial do grupo, Chung Mong-Koo. "Como a dívida é com a União, o governo de São Paulo não entra nessa seara", disse Almeida. Ele não deu detalhes da negociação realizada com um grupo de executivos que está no País desde segunda-feira. Ontem, o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, que passou o dia em São Paulo, recebeu o vice-presidente da Hyundai, In Seo Kim. Ele informou sobre a intenção do investimento e perguntou se o ministro poderia interceder junto ao governo para solucionar o problema da dívida. Segundo assessores, Jorge respondeu que "nem o Ministério do Desenvolvimento, nem a Fazenda e nem o presidente Lula têm autonomia para discutir o problema". O débito está inscrito na dívida ativa da União e só pode ser cancelado por meio de lei ou medida provisória aprovada pelo Congresso. Fontes que acompanham as negociações dizem que a empresa já teria escolhido Piracicaba para erguer a fábrica, com capacidade para 100 mil veículos ao ano. Coincidentemente, Almeida é natural da cidade, que fica a 170 quilômetros da capital paulista. Recentemente, o Estado ficou com a nova fábrica da Toyota, que será instalada em Sorocaba. Antes de São Paulo, os coreanos se reuniram com os governos do Rio e de Minas.
FÁBRICA DA CAOA
A Hyundai já tem em Anápolis (GO) uma fábrica com sua marca, mas ela pertence ao empresário brasileiro Carlos Alberto de Oliveira Andrade, do grupo Caoa, que investiu R$ 400 milhões no projeto. Ele adquiriu o direito de uso da marca e batizou a fábrica de Hyundai/Caoa. Por meio de pagamento de royalties, produz os minicaminhões HR e, em 2009, iniciará a produção do utilitário-esportivo Tucson. "Mesmo que a Hyundai venha a construir uma fábrica própria, meus investimentos serão mantidos", disse Andrade. Segundo ele, contrato assinado em maio lhe dá garantias de produzir "veículos de maior valor agregado" e de seguir como importador oficial de veículos fabricados localmente. Andrade informou que está "robotizando" a fábrica para iniciar a produção do Tucson, que consumirá mais R$ 300 milhões. Um ano depois, iniciará a produção de um terceiro veículo com novo aporte de R$ 300 milhões.
Montadora herdou dívida da Asia Motors Asia ganhou subsídio para construir fábrica na Bahia, mas não cumpriu acordo
O grupo Hyundai produz cerca de 6 milhões de veículos por ano, metade na Coréia, onde é líder de mercado. A empresa é dona da Kia Motors que, nos anos 90, controlava a Asia Motors. Com o boom de novas montadoras que chegaram ao Brasil nos anos 90, a Asia também anunciou uma filial na Bahia. Na época, o Regime Automotivo beneficiava com isenção de 50% de impostos as importações de veículos trazidos pelas companhias que teriam fábricas locais. A Asia chegou a importar 70 mil veículos, a maioria minivans Towner e Topic, que foram sucesso de vendas. Uma crise da empresa na Coréia e desentendimentos entre os sócios no Brasil derrubaram o projeto da fábrica, que chegou a ter cerimônia de pedra fundamental com o presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador Antônio Carlos Magalhães. O terreno depois foi repassado para a Ford. Sem fábrica, a Asia teria de recolher os impostos não pagos no período em que beneficiou-se do regime automotivo, além de multa. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o valor original era de US$ 217 milhões. Advogados que acompanham o caso dizem que, convertido em reais e corrigido, o débito está perto de R$ 1,6 bilhão, praticamente o valor que a Hyundai pretende investir agora. Estão envolvidos na ação de cobrança o empresário Washington Armênio Lopes, presidente da Asia Motors do Brasil e Chong Jin Jeon, sócio coreano que vivia no Brasil. Eles eram importadores de veículos da Asia Motors desde 1993. Em 1997 fizeram parceria com a Asia da Coréia. A empresa coreana passou a deter 51% das ações e eles ficaram com 49%. A Hyundai comprou a Kia em 1998. No ano seguinte, o plano da fábrica foi descartado. Desde então, uma batalha judicial tenta deixar a conta nas mãos de Lopes e de Jeon e isentar a Kia e a Hyundai. Fontes a par das negociações entre o grupo de coreanos e o governo de São Paulo afirmam que a Hyundai está certa que provará na Justiça sua isenção no caso da dívida. O advogado Fabiano Robalinho, do Escritório de Advocacia Sergio Bermudes, representante da Kia Motors Corporation no Brasil, informa que a Justiça da Bahia, onde o caso corre, já declarou, em primeira instância, que a empresa não tem responsabilidade sobre a dívida. A Kia alega ter sido enganada pelos sócios brasileiros na ação de aumento de capital da Asia Motors do Brasil, fato que teria inviabilizado o projeto. Os ex-sócios dizem o contrário. Jeon foi preso no fim de 1999 na Coréia, quando visitava o país. Ficou detido por um ano e meio. Foi julgado e condenado a dez anos por ações fraudulentas que teria praticado na Asia brasileira. Fugiu para o Brasil e hoje está preso na sede da Polícia Federal de São Paulo aguardando decisão de extradição.
Fonte: O ESTADO S.P. / 16.08.2008 / SÃO PAULO
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Como uma empresa que tem uma multa de R$ 1,6 bilhão com o governo brasileiro consegue entrar no Brasil para construir uma fábrica???? QUANDO é que o governo brasileiro vai cobrar e receber este montande de dinheiro que deveria voltar para o povo??? Por que uma empresa que nem construiu e nem cumpriu sua promessa de construir uma fábrica, recebendo todos os incentivos, consegue entrar no mercado brasileiro sem BARREIRAS?!?!?!?! COMO isto é possível???
Lula evita reunião com Hyundai Empresa tem di’vida de R$ 1 bilhão com o governo
Denise Chrispim Marin
Renata Veríssimo BRASÍLIA
O Paláciodo Planalto teve o cuidado de negar, na semana passada, pedido de audiência do presidente mundial do grupo coreano Hyundai, Chung Mong-Koo, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cautela impediu que Lula recebesse um insólito pedido de perdão da dívida de cerca de R$ 1 bilhão da empresa com a Receita Federal. A Kia Motors Corp., comprada pela Hyundai em 1998, foi beneficiada por um pacote de incentivos para a atração de investimentos. Não construiu a fábrica prometida e deixou em descoberto uma conta que, até hoje, o governo não tem de quem cobrar.
Sem pisar no Palácio do Planalto, o executivo aproveitou para expor ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e ao senador Romero Jucá (PMDB-RR) os planos da companhia de investir US$ 1 bilhão em uma nova fábrica no Brasil. Fontes do governo viram no movimento uma tentativa do empresário coreano de convencer parlamentares a aprovar uma lei de perdão à dívida – iniciativa que só o Congresso pode adotar. Em abril, executivos da montadora coreana participaram da inauguração da fábrica da Hyundai em Anápolis (GO), ao lado de Lula. O investimento nessa fábrica foi feito pelo Grupo Caoa, de capital nacional.
O imbróglio começou em 1996, quando o governo Fernando Henrique Cardoso adotou pacote de incentivos para empreendimentos no Nordeste e Centro-Oeste. A Asia Motors, pertencente à Kia, se inscreveu no programa e prometeu construir uma fábrica na Bahia. Passou a usufruir deisenção de imposto de importação de veículos da matriz e outros benefícios fiscais. Em 1999, desistiu do projeto. Nas contas do governo, foram importados 70 mil veículos.
Como não cumpriu a contra partida, a Asia estaria sujeita à cobrança dos imposto sede multa, cujo valor original era de US$ 217 milhões. Hoje, seria de R$ 1 bilhão. O governo acabou sem ter de quem cobrara dívida. O caso dividiu-se em várias batalhas judiciais – da Receita contra os sócios da Asia Motors no Brasil, o brasileiro Armênio Lopes e o coreano Chong Jin Jeon; dos sócios contra a Kia e vice-versa.
Fonte: O ESTADO S.P. / NEGÓCIOS / 16.05.2007 / SÃO PAULO
Presidente da Hyundai é perdoado por governante da Coréia do Sul
Acusado de tráfico de influência, executivo recebe o perdão do presidente sul-coreano
Texto: Matheus Q. Pera
Quem acompanha as notícias relacionadas à economia mundial, sabe que a Coréia do Sul segue com boa saúde financeira e que o poder empresarial pesa muito mais que a lei naquele país. Mas casos de corrupção não são vistos apenas por aqui, pois qualquer país dito desenvolvido pode contar com pessoas mal-intencionadas. O presidente da Hyundai, Chung Mong-koo, por exemplo, foi declarado culpado em um caso explosivo de subornos e tráfio de influências, que respingou na cúpula política e empresarial do país. Porém, o executivo-chefe de uma das maiores fabricantes do planeta recebeu uma sentença leve e, agora, recebeu o perdão do presidente da república sul-coreana.
Lee Myung-bak, chefe de estado da Coréia do Sul, que havia declarado estar "pessoalmente oposto" à decisão judicial, teria perdoado de todas as formas os "pecados" do presidente da Hyundai e seus cúmplices. Mong-koo nem sequer chegou perto de alguma prisão em sua sentença, mas o restante dos executivos acusados estaria "tendo problemas ao realizar negócios no exterior". Consternado com os fatos, o governo teria desculpado a cúpula diretora da Hyundai, assim como o chefe dos conglomerados industriais SK Group e Hanwha. A esperança, segundo a assessoria da presidência, seria de que "os homens de negócio conseigam a revitalização da economia, criando postos de trabalho através de suas ações e explorando outros mercados. Tudo, como se pode ver, pela economia. O caso das duas empresas citadas por último, aliás, não estão relacionados, mas têm seu tom de gravidade. O presidente do SK Group foi preso por fraude, enquanto o executivo-chefe da Hanwha teria ordenado uma briga para vingar o assalto que alguns trabalhadores de um bar teriam feito a seu filho. No total, o presidente da Coréia do Sul teria perdoado cerca de 341 mil executivos e políticos do país.
A Coréia do Sul é um país que deve quase toda a solidez de sua economia atual aos grupos citados acima: Hyundai (que adquiriu a então-quase-falida Kia), SK Group e Hanwha. Eles seguiram o modelo dos keiretsus japoneses, empresas que se aliam em torno de interesse comum, e não é segredo que a corrupção é aceita pelo governo devido ao capital atraído pelos conglomerados ao país. Vale ressaltar que o próprio Mong-koo não recebeu a pena de prisão pelo fato de se temar criar um perigoso vazio no alto cargo da Hyundai, algo inadmissível para o avanço da economia sul-coreana. Na Coréia do Sul, o crime parece compensar. Ao menos se você tiver um bom emprego.
SOS JJ JUSTICE - como isto é possível?!?!?! JUSTIÇA < ECONOMIA Por favor ajude-nos à salvar a vida do nosso pai, CHONG JIN JEON.
Ele é uma grande vítima de perseguição política e poder econômico, perseguido pelos grandes líderes da Coréia do Sul. Ele É INOCENTE e seu suposto crime É MUITO MENOS do que estes criminosos, quem foram perdoados (oficialmente no dia 15/08/2008). Como isto é JUSTO?!?! Ele encontra-se preso na Polícia Federal há mais de 2 anos, aguardando a extradição para à Coréia.
EUA aceitam exportar à Coréia do Sul carne de gado com menos de 30 meses
da Efe, em Seul
Os EUA e a Coréia do Sul chegaram a um acordo em Washington pelo qual só a carne bovina proveniente de gado com menos de 30 meses será exportada ao país asiático, segundo fontes oficiais sul-coreanas.
As mesmas fontes assinalaram que também não será exportada à Coréia do Sul carne com de menos de 30 meses com medula espinhal ou restos de cabeça, que também propiciam o surgimento do mal da vaca louca.
Os EUA e a Coréia do Sul decidiram estabelecer um mecanismo para verificar a idade das cabeças de gado que dão origem à carne exportada.
O acordo foi alcançado em uma reunião entre o ministro de Comércio sul-coreano, Kim Jong-hoon, e a representante de Comércio Exterior americana, Susan Schwab, para buscar uma solução para a crise.
Coréia do Sul e EUA haviam chegado a um acordo em abril para abrir o mercado do país asiático às exportações de carne bovina americana.
Mas desde 2 de maio, teve início em Seul uma onda de protestos quase diários, com o governo sendo acusado de buscar objetivos políticos em detrimento de critérios sanitários, o que logo fez despencar a popularidade do presidente Lee Myung-bak.
Nas últimas semanas, Lee tentou retificar em parte o acordo comercial, e pediu perdão em duas ocasiões à população de seu país.
O presidente sul-coreano havia se comprometido recentemente a impedir a entrada no país de carne americana de gado com mais de 30 meses, a mais suscetível ao mal da vaca louca.
Projeto da Kia no Brasil vai parar na justiça com disputa bilionária
Supremo Tribunal Federal decide extraditar coreano envolvido no primeiro projeto de fábrica do grupo no País
A fábrica da Hyundai foi inaugurada na semana passada em Anápolis, em Goiás, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente mundial da Hyundai Motor Company, Choy Jae Kook. Enquanto a inauguração era feita com toda pompa e circunstância, o Supremo Tribunal Federal (STF) avaliava, discretamente, uma denúncia envolvendo a tentativa anterior de o grupo coreano se instalar no País. A disputa envolve um dívida que pode ultrapassar R$ 1 bilhão com o governo brasileiro e denúncias de fraude. Na segunda-feira, o Supremo decidiu extraditar para a Coréia do Sul um dos executivos envolvidos no processo.
A nova fábrica foi construída pelo empresário brasileiro Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono do grupo Caoa e importador de veículos da Hyundai. Ele investiu sozinho R$ 400 milhões no projeto. A empresa coreana fornece a tecnologia de produção e de montagem e as peças para os veículos. Na fachada da fábrica aparece o nome Hyundai, que também estará no logotipo dos veículos.
A Hyundai é dona da Kia Motors, que era dona da antiga marca Asia Motors. No Brasil, a Asia Motors havia se comprometido a construir uma fábrica na Bahia, nos anos 90. Com a promessa, a montadora conseguiu abatimento de impostos de importação de veículos. Como a fábrica não saiu do papel, o governo está cobrando da empresa o pagamento dos impostos que deveriam ter sido recolhidos na época.
MULTA
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o valor original da multa é de US$ 217 milhões. Advogados que acompanham o caso dizem que, em setembro de 2003, o valor inscrito na dívida ativa da União, convertido em reais, já estava em R$ 858 milhões. Hoje, corrigida, a dívida passaria de R$ 1 bilhão. A cobrança é responsabilidade da Receita Federal, que notificou a empresa e seu sócio brasileiro, Washington Armênio Lopes, na época presidente da Asia Motors do Brasil.
Lopes e Chong Jin Jeon (coreano que vive no Brasil) eram importadores de veículos da Asia Motors desde 1993. Em 1997, já inscrito no Regime Automotivo, fizeram parceria com a Asia Motors da Coréia para a construção da fábrica. A empresa coreana passou a deter mais da metade das ações e eles ficaram com 49%.
A Hyundai comprou a Kia em 1998. No ano seguinte, a construção da fábrica brasileira foi abortada, depois de uma festa de instalação da pedra fundamental com as presenças do então presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador da Bahia, Antonio Carlos Magalhães. Cerca de 70 mil modelos Hyundai foram importados, a maioria das vans Towner e Topic. Boa parte entrou no País com desconto de 50% de impostos, conforme previa o Regime Automotivo, e gerou a dívida que agora ninguém assume.
Em 2001, dirigentes da Hyundai e o presidente da Coréia, Kim Dae Jung, pediram o perdão da dívida a FHC, que visitava Seul. Em troca, prometiam retomar as sobras da fábrica, mas não foram atendidos.
BATALHA JUDICIAL
A cobrança pelos impostos atrasados envolve uma disputa entre a Kia e seus antigos sócios no Brasil. Ninguém quer assumir as dívidas com o governo. Os ex-sócios acusam a Kia de ter inverstido menos que o prometido no Brasil, o que teria inviabilizado o projeto da fábrica. A Kia acusa os ex-sócios de fazer um aumento de capital fraudulento, em 1998, para forçar a montadora coreana a colocar mais dinheiro na empresa.
Além do processo pelo aumento de capital, a Kia cobra US$ 80 milhões em veículos importados que não teriam sido pagos. Segundo o advogado Fabiano Robalinho, do Escritório de Advocacia Sergio Bermudes, responsável pelo caso, a Kia ganhou a ação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas os ex-sócios recorreram.
Já o sócio brasileiro, Washington Lopes, informou que o aumento de capital teve autorização da Justiça, dos executivos coreanos e do Banco Central. Ele disse que também move ações contra a Kia, pedindo a integralização do capital que não teria sido cumprido pela montadora, de quase US$ 200 milhões. "A falta desse capital impediu a construção da fábrica", disse. No processo, ele também acusa a montadora de abuso de poder econômico.
O sócio Jeon foi preso no fim de 1998 na Coréia, quando visitava o país. Ficou detido por um ano e meio (19 meses). Foi julgado e condenado a dez anos por ações fraudulentas que teria praticado na Asia brasileira. Conseguiu um habeas corpus e fugiu para o Brasil. Em julho passado, foi preso pela Polícia Federal de São Paulo. Na segunda-feira, atendendo pedido do governo da Coréia do Sul, o STF decidiu por sua extradição. Nos próximos dias, ele vai apelar pela reversão da decisão.
NOVA CHANCE - O presidente Lula durante inauguração da fábrica da Hyundai: primeira tentativa da empresa de se instalar no Brasil fracassou
ENTENDA O CASO
PROJETO: A Asia Motors, então subsidiária da Kia Motors, anunciou na década de 90 que construiria uma fábrica na Bahia. A Asia Motors teria 51% da fábrica. Os 49% restantes seriam do brasileiro Washington Armênio Lopes e do coreano Chong Jin Jeon, que vive no Brasil.
FRACASSO: Em 1998, a Hyundai comprou a Kia Motors. No ano seguinte, a construção da fábrica brasileira foi abortada.
DÍVIDA: No rastro da construção da fábrica, foram importados para o Brasil cerca de 70 mil modelos Hyundai, parte deles com desconte de 50% nos impostos, como previa o regime automotivo. Como a fábrica não foi construída, o governo passou a exigir que o desconto fosse devolvido.
COBRANÇA: Segundo o governo, o valor original da multa é US$ 217 milhões. em 2003, segundo advogados que acompanham o caso, teria chegado a RS$ 858 milhões. Hoje, a estimativa é que ultrapasse R$1 bilhão.
ASSESSORIA DA EMPRESA ALEGA HAVER UM ENGANO Executivo é acusado de um desfalque de US$ 180 milhões na matriz da companhia
O executivo da Asia Motors do Brasil, Chong Jing Jon, sócio da fábrica que está sendo construída na Bahia, foi preso na Coréia sob acusação de ter dado um desfalque de US$ 180 milhões na matriz. O anúncio da prisão foi feito na quarta-feira por promotores da Justiça de Seul. A direção da empresa no País informou ontem não ter conhecimento de nenhum ato ilícito que possa ser atribuído a seu sócio, que no País adota o nome de Stoney Jeon.
Com o empresário brasileiro Washington Armênio Lopes, Jeon é dono de 49% das ações da Asia Motors do Brasil (AMB). Os outros 51% pertencem à matriz coreana, que fazia parte do grupo Kia Motors, que está em processo de concordata. Ambas foram adquiridas recentemente pela também coreana Hyundai.
De acordo com a assessoria de imprensa da Asia Motors do Brasil, o executivo Jeon, que mora em São Paulo há vários anos, estava na Coréia para negociar a compra de veículos da marca e acertar novas associações. Ele foi preso no fim de dezembro, mas somente na quarta-feira a Promotoria local formalizou a detenção. Na próxima semana, seu advogado virá ao País para juntar documentos que provem sua inocência. Outros dez executivos da montadora na Coréia também estão sendo investigados pelo desfalque.
A assessoria da empresa informou que o valor que a Justiça coreana alega ter sido desviado por Jeon, referente à comercialização de cerca de 20 mil vans Towner e Topic, foi convertido em capital para a construção da fábrica em Camaçari (BA), com aprovação da matriz. A dívida seria paga no prazo de dois anos, sendo que parte dela deve vencer em breve.
Ainda segundo a assessoria, as obras da fábrica estão em andamento, com previsão de início das operações no fim deste ano. O próprio presidente Fernando Henrique Cardoso participou da cerimônia de lançamento da pedra fundamental.
A empresa recebeu incentivos fiscais para sua instalação e participava do regime automotivo, que lhe dava direito a importar veículos pagando metade do imposto de importação. Como o cronograma de construção da fábrica não foi cumprido, no início de 98 o governo suspendeu o benefício, que já acumulava um crédito de US$ 140 milhões.
Fonte: O ESTADO / ECONOMIA / 08.01.1999 / SÃO PAULO
BANCOS COREANOS SOCORREM A KIA (KIA MOTORS COMPANY) Conglomerado sul- coreano, que inclui a Asia Motors, deve US$ 10,7 bilhões a credores
SITUAÇÃO NO BRASIL MANTÉM-SE NORMAL Vista aérea do complexo industrial da Kia, na Coréia do Sul: credores querem evitar a falência
Um consórcio de bancos coreanos liderado pelo Korea First Bank anunciou ontem uma operação financeira para evitar que a Kia - oitavo maior conglomerado da Coréia do Sul - entrasse em processo de falência. O grupo formado por 38 empresas, incluindo a Asia Motors, deve cerca de US$ 10,7 bilhões a credores, a maioria formada pelos próprios bancos que decidiram socorrer a empresa. A decisão não deve afetar os investimentos da Kia e da Asia no Brasil.
Responsáveis pelas duas montadoras informaram ontem ao Estadoque "vão manter os cronogramas de inaugurações de suas fábricas". A assessoria de imprensa da Asia Motors do Brasil confirmou que a inauguração da fábrica da Bahia vai ocorrer em outubro de 1999. A capacidade inicial de produção será de 60 mil vans Topic e Towner por ano. O investimento total é de US$ 500 milhões, sendo que metade será bancado pela Asia coreana e o restante por dois empresários brasileiros, Roberto Uchoa e Washing ton Armênio Lopes, e o coreano Stoney Jon. Segundo a empresa no Brasil, nos dois casos os investimentos serão obtidos com instituições financeiras. A Asia ficará com 51% das ações e os empresários com 49%.
O grupo paulista Gandini, que pretende construir uma fábrica dos caminhões Kia Bongo em Itu (SP), informou que o investimento de US$ 50 milhões virá de recursos próprios. O presidente da empresa, José Luiz Gandini, disse que serão produzidos 10 mil veículos por ano. O início das operações está previsto para julho de 1999, mas pode ser antecipado. Ele ressaltou que a filial coreana enfrenta problemas desde 1992 e que a decisão dos bancos locais, neste momento, visa solucioná-los.
Efeito dominó - Na Coréia, o consórcio criado para resgatar o grupo Kia até que a empresa consiga saldar suas dívidas vai se reunir no dia 30 para definir as medidas a serem adotadas. O Korea First Bank escolheu 18 das 38 empresas que formam o conglomerado para receberem ajuda. O plano deve ser executado no prazo de dois meses. É possível que, no futuro, o próprio governo participe da ação. O objetivo é evitar o chamado "efeito dominó", já que em janeiro uma das maiores corporações locais, a Hanbo Steel, foi à falência.
Das ações do grupo, 44,5% estão na bolsa de valores e com funcionários, 36,6% são da própria Kia, 16,9% da Ford e 2% da Itochu. A intenção do consórcio é recuperar as finanças da empresa e não está descartada a venda de participações. Um dos grupos interessados é a Samsung, que vem tentando entrar no mercado automobilístico.
Ex-presidente da Samsung é condenado por sonegação, mas não é preso
"Chong Jin Jeon foi condenado a 10 anos de prisão sob falsas acusações de fraude, enquanto presidentes de grandes empresas sul-coreanas (verdadeiros criminosos) cometem crimes, e são substituídos por serviços comunitários e multas. (é brincadeira?)"
da Efe, em Seul
O empresário sul-coreano Lee Kun-hee, que durante 20 anos presidiu a maior empresa do país, a Samsung, foi condenado por sonegação fiscal, mas não será preso como ocorreu com outros grandes empresários do país ligados a supostos casos de corrupção.
O Tribunal Central do Distrito de Seul sentenciou Lee a três anos de prisão por sonegação fiscal, com suspensão de pena, e a pagar uma multa de US$ 109 milhões. O empresário renunciou a seu posto em abril, pouco após ser processado.
Lee Kun-hee foi declarado culpado de sonegar US$ 45 milhões que deveria pagar de impostos pelos US$ 4,6 bilhões que tinha escondido em contas bancárias em nome de outros executivos, mas não deverá ser preso.
"A sonegação fiscal significa burlar as obrigações de pagar impostos ao Estado e é um ato que prejudica a confiança do povo", afirmou o juiz, que condenou o empresário a três anos de prisão, mas com suspensão de pena.
Além disso, o empresário foi absolvido da acusação de prevaricação após sua tentativa de transferir o controle da empresa a seu filho, Lee Jae-yong, o que originou todo o escândalo.
O caso envolveu a Samsung, que com mais de 250 mil funcionários é responsável por mais de 20% das exportações da Coréia do Sul, na maior crise de seus 70 anos de história.
O responsável em grande parte pela ascensão da corporação --que inclui companhias de ponta como a Samsung Electronics e o estaleiro Samsung Heavy Industries-- foi Lee Kun-hee, 66, que assumiu o mandato da empresa em 1987 e que a transformou no maior conglomerado sul-coreano.
Após décadas evitando os escândalos, a queda do empresário veio em abril passado, quando, após ter sido acusado oficialmente de corrupção, evasão de impostos e prevaricação, renunciou a seu cargo de presidente.
Hoje Lee foi condenado, mas se livrou dos sete anos de prisão pedidos pela promotoria e de uma multa de US$ 350 milhões.
Este não é o único caso de um magnata sul-coreano que escapou de ser preso, apesar de ter recebido fortes sentenças associadas a supostos casos de corrupção em um país no qual o poder econômico está intimamente ligado ao político.
Em um caso semelhante, um tribunal de apelação também suspendeu no ano passado a prisão do presidente da Hyundai Motor, Chung Mong-koo, por um caso de desvio de dinheiro, ao considerar sua contribuição à economia do país.
Chung, 69, realiza apenas trabalhos comunitários apesar de ter sido condenado a três anos de prisão por desviar dinheiro ilegalmente para subornar funcionários e transferir ações de forma fraudulenta para garantir o controle da empresa.
Outro incidente semelhante aconteceu em 2006 com Park Young-sung, presidente do conglomerado Doosan, uma das 20 maiores empresas da Coréia do Sul.
Acusado de desvio de dinheiro e de fraude contábil, Park foi condenado a três anos de prisão que não teve que cumprir, pois a sentença incluía a suspensão de pena.
Além disso, Park era presidente da Federação Internacional de Judô, por isto o COI (Comitê Olímpico Internacional) o condenou a cinco anos de suspensão por violar os princípios éticos da entidade.
Também em 2007, outro grande empresário, Kim Seung-youn --presidente do grupo sul-coreano Hanwha, o nono maior do país--, escapou de ser preso graças a uma sentença de apelação que o condenou a algumas horas de serviços sociais.
Kim foi condenado por agredir, diante de um grupo de mafiosos, vários garçons em represália pela surra sofrida por seu filho em um bar.
° Acusações absurdas: - Primeira Acusação: Estelionato (Não pagamento de D/As) ________# É detido por alguns dias e depois o juiz de plantão julga que não há nenhum problema e o solta.
____* INOCENTE
- Segunda acusação: FUNDAP (um órgão que existe só no Brasil) ________# É preso no dia 12 de dezembro de 1998 por FUNDAP
____* Preso por FUNDAP na Coréia ____* INOCENTE
- Terceira Acusação: Aumento de Capital (Fradue)
____* Depois de 6 meses preso por FUNDAP e inocentado, é acusado pelo aumento de capital que foi feito em território brasileiro.
____* Tinha 6 pessoas na A.C. (Administração Comitê) aonde foi decido e assinado o aumento de capital. Nenhuma das outras 5 pessoas que assinaram o documento foram questionados, só o Chong.
____* Porque só ele tem que ser preso e levar toda a culpa se tem outros responsáveis na decisão do aumento de capital?? Como o presidente da empresa e os membros da A.C. (todos os coreanos e mandados pela própria Asia Motors da Coréia).
- A Hyundai-Kia (dono da Asia Motors Corporation da Coréia) o acusou dizendo que a Asia Motors do Brasil era uma empresa sem fundos e dinheiro, quando na realidade era uma das maiores importadoras no Brasil.
° Foi inocentado na primeira instância sobre estelionato e recebeu 7 anos de prisão sobre a acusação de aumento de capital que ocorreu em território brasileiro e não na Coréia. Não estava presente durante o julgamento da segunda e terceira (Suprema Corte) instância (estava no Brasil e mesmo assim julgaram o caso) e culparam-no sobre o estelionato, acrescentando a pena para 10 anos.
° Prisão na Coréia - Esteve preso na custódia em uma pequena cela com mais 8 pessoas. Aonde não tinha cama e só podiam deitar no chão, isso é se conseguissem um espaço. ____* Foi detido no dia 12 de dezembro de 1998 e ficou preso na custódia de Seul. Esteve preso neste lugar, nestas condições por 1 ano e 7 meses. O tempo máximo que um preso pode ficar detido sob custódia é de 6 meses.
____* As pessoas da mesma cela dele eram todos criminosos de alto perfil, como assassinos ou molestes. E nenhum caso de crime empresarial, que seria o caso do Chong. Trataram-no como se ele tivesse assassinado alguém.
____* Teve que fazer uma urgente cirurgia na coluna (disco) enquanto estava preso. Depois de uma semana da cirurgia, com a pressão da Hyundai-Kia, foi colocado na mesma cela aonde sofreu muito mais pois não teve tempo suficiente para recuperação após a cirurgia.
° Finalmente foi solto depois de negociar com a Hyundai e pagou US$ 10 milhões para a Hyundai e foi solto sob fiança no dia 13 de Junho de 2000.
° Negociação com a Hyundai - Depois de ser solto sob fiança tentou negociar e resolver com a Hyundai-Kia mas eles não estavam dispostos a resolver e só exigiam mais dinheiro (inexistente) e faziam ameaças de colocá-lo de volta sob custódia.
- Chong tentava convencê-los para ir ao Brasil para mostrar a eles que a empresa Asia Motors do Brasil existia e que era uma das maiores empresas do Brasil. E que também a fábrica iria ser construída, não era uma mentira. Mas eles não queriam ir ao Brasil e não liberaram a saída de Chong também.
- Chong tentou negociar com a Huindai-Kia por um ano, mas eles não queriam saber. Uma das propostas que eles fizeram era de colocar toda a culpa no seu sócio e presidente da AMB e nunca mais voltar para o Brasil. Chong viu que não tinha mais como resolver na Coréia. Então decidiu voltar para o Brasil para poder resolver todos os seus problemas/acusações da Coréia e para provar sua inocência, limpar o seu nome sujo e ter de volta a sua honra.
° O retorno ao Brasil não foi como ele esperava. Ele estava com a identidade de um fugitivo, então não pode aparecer ou agir em liberdade. Ficou morando fora de casa e não mais com sua família desde 2002, como fugitivo e só podia ver a família talvez uma vez por semana, sempre preocupado em ser pego. E nem pode ir aos eventos escolares de suas filhas como formaturas e jogos esportivos.
° A Coréia assinou o decreto de extradição com o Brasil em 2002 e logo depois colocou o pedido de extradição do Chong em 2003.
1976 Novembro - Imigração da família Jeon da Coréia para o Brasil
- CJJ tinha 12 anos na época
- CJJ teve mais facilidade com a língua Portuguesa em comparação com os outros membros da família
- CJJ conseguiu aprender a língua com facilidade e procurou empregos como costureiro.
- A família de CJJ começou a confeccionar roupas e costurar
1979 - Começou a vender suas peças de roupas de porta-a-porta. Dava amostras grátis para os clientes provarem, e assim começou a fornecer roupas para as lojas de confecções.
1983 Novembro - Conheceu Jin Sook Lee fornecendo roupas na loja dos pais dela.
1984 Julho - Casamento com Jin Sook Lee no Brasil
- Começou a trabalhar com a família da esposa
1985 Fevereiro - Abriu uma loja de roupas na Rua Silva Pinto (Bom Retiro)
- Começou a fazer negociações com os sindicatos do comércio de grandes fábricas de carros como a GM, Volkswagen, Ford;
- Providenciou mesas de sinucas e outros acessórios gratuitamente nas salas de estar dos operários das fábricas para conseguir um canto aonde podia pôr o seu cartaz e uma mesa para dispor suas roupas em display.
- Com este pequeno espaço começou a vender suas roupas para os funcionários das fábricas e pagava 10% do seu lucro para o síndico da fábrica por deixar fazer seus negócios no local e vender para os funcionários. E assim começou a vender roupas aos poucos.
1985 Novembro - Nasceu a primeira filha, Jeniffer Jeon, em São Paulo
1987 Janeiro - Nasceu a segunda filha, Suely Jeon, em São Paulo
1988~1990 - Até o ano 1990 conseguiu abrir aproximadamente 10 lojas
1989 Março - Nasceu a terceira filha, Bonnie Jeon, em São Paulo
1990 - A família de CJJ (pais, irmãos, e irmãs) imigram do Brasil para os Estados Unidos. Tentam convencer CJJ, mas ele se recusa a ir por que ele teve um estudo no Brasil, consegue falar a língua Portuguesa melhor do que o Inglês, e gostava mais do Brasil do que dos Estados Unidos. Foi o único que ficou no Brasil.
1993 Julho - Junto com o Washington Armênio Lopes (WAL) e Roberto Uchôa Neto (RUN) estabeleceu a importadora de carros, Asia Motors do Brasil (AMB)
- Antes de trabalhar com o WAL e o RUN, trabalhava na parte de comércio da Kia Motors do Brasil
- Com o WAL e o RUN começou a importar carros da Asia Motors Corporation (AMC) para o Brasil
1995 Julho - A família inteira (Beth, Jeniffer, Suely, e Bonnie) de CJJ muda-se para Seul, Coréia do Sul, e reside lá até Julho de 2001 (6 anos morando na Coréia)
(Como que o CJJ manda a família inteira para um país aonde ele supostamente daria um golpe?)
1996 Novembro - Conclusão do “Mutual Agreement”
- Em Março de 1995, o imposto de importação no Brasil aumentou de 20% para 70%. As companhias que importavam não podiam depender mais da importação por que só teria prejuízo. Por isso, depois de inúmeras discussões e entendimentos a AMC e a AMB decidiram em fazer um Joint Venture e abrir sua própria fábrica no território brasileiro, criando a nova AMB.
1997 Junho - No dia 24 de Junho foi a conclusão do Joint Venture Agreement
- Seu título na AMB era de vice-presidente, mas como ele não tinha conhecimento e estudo na parte financeira e administrativa, e com o Joint Venture, a própria AMC (sócio majoritário) transferiu ele para o cargo de Conselheiro da companhia e trabalhava só na área comercial. Assim ele não tinha mais conhecimento em detalhes do que acontecia na parte administrativa.
1997 Julho - No dia 15 de Julho a Kia Motors Corporation (Coréia) e a Asia Motors Corporation foram a falência e entraram em concordata.
1997 Agosto - Ground Break Ceremony no dia 8 de Agosto. Foi uma grande cerimônia em Camaçari, Bahia com a presença do Presidente da República (FHC), governador e deputado do estado da Bahia. Também presentes estavam o presidente da AMC, embaixador da Coréia, e outros membros da companhia.
- Na época, circulou muitas reportagens sobre a cerimônia em jornais e canais de televisão. Questões sobre a construção da fábrica, o por que a empresa AMC estava falida na Coréia.
1998 Junho - Começa a importação do carro Galloper da Hyundai Motors; 2500 carros. O CJJ era o responsável pela importação dos carros. Era ele que estava cuidando de todas as providências, levando dealers brasileiros para a Coréia para conhecerem os carros.
- Como a AMC tinha falido e estava passando pela corte e governo Coreano, eles pararam de fornecer carros ao Brasil. A AMB (Brazilian Shareholders) estavam sendo pressionados pelos Dealers do Brasil. Por isso entrou em contato diretamente com a Hyundai Motors e fizeram um contrato de 2500 Gallopers.
- Mas mesmo com o contrato e acordo feitos, a Hyundai parou de fornecer carros e peças dos carros desde Fevereiro de 1999, após a prisão de CJJ.